O que conhecer em Genebra e arredores

*Post convidado por Adriana Raupp


Genève, Geneva, Genebra, Genevra – chame como quiser.


Fui à Genebra em três dezembros (2016, 2017 e 2018). Sempre fiquei hospedada na casa de um casal de amigos muito generoso, não só por oferecerem teto sempre mas também por me guiarem pela cidade e seus arredores.

A Suíça tem muita fama, seja pelos fondues, seja pelos chocolates, ou pelo alto padrão de silêncio. A outra é que era objeto de medo do Antony Bourdain. Todas são verdadeiras, mas vou me concentrar nas duas primeiras (e outras coisas além), pois são mais fáceis de convencer alguém a viajar para lá.

Vou começar pelas questões mais urgentes, fondue e chocolate, depois trato dos assuntos menos importantes.


Fondue


Prato para fondue em Genebra
Prato com buraquinho para o garfo de fondue

Em primeiro lugar, vamos solucionar a questão do queijo fundido: qual o melhor fondue de Genebra? Vou listar os três melhores que comi e explicar porque cada um merece destaque (não estão por ordem de preferência, fique livre para escolher o seu):


Restaurant Les Armures: restaurante de um hotel na Vieille Ville, super tradicional e chique. Bill Clinton esteve lá, e eu também. O fondue é clássico, o ambiente também.


Bains des Paquis: restaurante localizado dentro do Lac Leman, numa península artificial que no verão é uma praia do lago e tem vestiários e sauna também. O fondue é carregado no alho e o ambiente é displicente, todo mundo divide mesa com todo mundo e os móveis são diferentes uns dos outros, tanto as mesas quanto as cadeiras.


Fondue no Bains des Paquis
Fondue no Bains de Paquis

Café du Soleil: restaurante estilo bistrô, perto da ONU. Lembro do fondue estar delicioso, vir acompanhado de uma torre de pães cortados e o ambiente ser “barulhento” de pessoas felizes.


Chocolates


Segundamente, mas não menos importante, da mesma forma como foi com o fondue, não me peçam para escolher um chocolate preferido. Destaco três que devem ser experimentados:


Chocolats Rohrr: sou viciada em amêndoas cobertas de chocolate, e essa pequena confiserie no Moulard tem as melhores que já comi.


Läderach: loja um pouco maior, e bastante turística também. Vários formatos, todos bons, mas gosto dos bombons de lá, pode pegar vários sabores e experimentar aos poucos.


Migros: supermercado suíço, lá vai poder encontrar todas as marcas clássicas tipo Lindt e Cailler, marcas menores e também a jóia suíça dos mercados: Ragusa. Esquece Nutella, Ragusa é nosso rei! Tanto ao leite quanto meio-amargo.


Agora que estes assuntos urgentes estão resolvidos, falarei sobre Genebra.


Genebra é a segunda cidade mais populosa da Suíça e sede de muitas organizações internacionais, como algumas agências da ONU e a Cruz Vermelha, trazendo muitos imigrantes para a cidade. Já disse antes que só fui no fim do ano, por isso não consegui visitar nem a ONU e nem o LHC do CERN, mas recomendo muito a quem for em outra época (e tiver interesse, claro). Ambos alcançáveis por ônibus a partir do centro da cidade.


Além desses, Genebra tem uns pontos clássicos como o Jet D´Eau, um chafariz na pontinha genebrense do Lac Leman, a Maison Tavel, um museu de história e cultura localizado na casa mais antiga de Genebra, e a Catedral de St Pierre, uma igreja construída no século IV que foi adotada por João Calvino. Do alto da torre da Catedral podemos ver Genebra em 360º, e uma das vistas mais bonitas da cidade é para o Mont Salève. A 20 km do centro de Genebra, o Salève 1.100 m e seu cume pode ser alcançável de carro ou por teleférico. A vista lá de cima é linda e o local é muito usado para salto de parapente. Também poderá ver clássicas cenas suíças, como por exemplo vacas caminhando no pasto com sinos no pescoço. Recomendo também conhecer a cidade antiga (Vieille Ville) e beber uma cerveja na Brasserie du Moulard.


Lac Leman, Genebra