Roteiro: 5 dias no Rio de Janeiro



Nos últimos anos aluguei um apartamento pelo Airbnb e meus hóspedes sempre me pediam dicas do que fazer no Rio. Com isso acabei tendo o meu roteiro do Rio, que passa por todos os lugares que eu gostaria que alguém me mostrasse se eu viesse pra cá pela primeira vez.


É claro que você pode passar um mês inteirinho no Rio e ainda arrumar coisas diferentes pra fazer na Cidade Maravilhosa, mas neste roteiro reuni o que eu acho mais importante conhecer em 5 dias intensos, bairro a bairro. Ah, e se tiver mais dias no Rio, pode manter o mesmo roteiro: é só fazer tudo com mais calma, pra realmente entrar no clima da cidade ;)


Partiu?


Dia 1 Lagoa + Ipanema + Leblon + Gávea


O dia no Rio começa cedo!


A Lagoa Rodrigo de Freitas se basta e não precisa de muitas apresentações. Dê uma volta completa se conseguir (são 7,5 km), mas se não estiver na disposição, passeie pela parte dos pedalinhos e do parque dos patins. No caminho você vai encontrar vários quiosques (destaque para o Palaphita Kitch, perto do pedalinho), vendedores de água de coco, aluguel de bicicletas e triciclos e banheiros.


Saia da Lagoa na altura da Rua Garcia D'Ávila (próximo à saída do metrô Nossa Senhora da Paz) e vá andando por dentro de Ipanema em direção à praia. Essa é a rua mais fancy do bairro, com várias lojas, joalherias e restaurantes. Se a fome já tiver batido, aqui é um bom lugar para almoçar.


Onde comer em Ipanema

Restaurantes pra comer rápido e gostoso.


Delírio Tropical (Rua Garcia d'Avila, 48): refeições rápidas com uma pegada mais saudável. Muitas saladas, quiches, grelhados, tudo muito gostoso e fresco.

Gula Gula (Rua Barão da Torre, 446): várias opções de saladas deliciosas, pratos do dia e o menu fixo, que é bem saboroso.

Bentô (Rua Aníbal de Mendonça, 55): comida japonesa no estilo monte o seu bentô. Rápido e gostosinho.

La Carioca Cevicheria (Rua Garcia D`Avila, 173): ceviches, pratos frios e principais. Tudo bem fresco.

Venga Bar de Tapas (Rua Garcia d'Avila, 147): casa de tapas estilo espanhol com porções deliciosas que valem um almoço.


Depois de forrar a barriga, o destino é a praia de Ipanema. Meu ponto favorito é entre os postos 9 e 10. Chegue na altura da Rua Garcia D'Avila, caminhe pela orla e pare onde sentir que deva parar entre estes dois postos. Na praia você pode alugar cadeiras e guarda-sol e a maioria das barracas oferece água de coco, refrigerantes, caipirinhas e cerveja.


Ver o pôr do sol da praia de Ipanema é um espetáculo, mas você também pode dar uma esticadinha até a praia do Leblon, cruzando o canal do Jardim de Allah e subir até o mirante do Leblon, na Avenida Niemeyer, depois do posto 12. Lá você vai encontrar um quiosque com cadeiras pra sentar e curtir a vista.


Termine esse dião de sol no Baixo Gávea, o famoso BG. É uma distância tranquila de caminhar do posto 12 (cerca de 20 minutos andando), e uma boa oportunidade pra dar uma olhada no bairro Leblon, vizinho à Gávea. O clima é bem descontraído para uma cervejinha de fim de tarde, com vários bares e ambulantes que se aglomeram por ali. Lá também tem boas alternativas para comer.


Outra opção é continuar no Leblon e jantar na Rua Dias Ferreira, onde há vários restaurantes excelentes, e esticar para uma saideira no BG.


Onde comer no Baixo Gávea

Pra quem gosta de ver gente.


Braseiro (Praça Santos Dumont, 116): um clássico carioca, sempre cheio. Dá pra bater aquele pratão de galeto ou picanha, ou só ficar petiscando (adoro as batatinhas chips, o sanduíche de filé com queijo e a linguiça com vinagrete).

Sushimar (Rua dos Oitis, 6): japonês descontraído com mesinhas do lado de fora. Combinados de todos os tamanhos com opção de peixe prego (um peixe branco incrível e muito macio — só não exagera na quantidade pois é um peixe muito oleoso e em excesso pode dar dor de barriga).

Pe'ahi (Rua José Roberto Macedo Soares, 5): também oriental, mas com uma pegada mais moderninha.


Onde comer no Leblon

Restaurantes pra fazer a ryca na Rua Dias Ferreira.


CT Boucherie (Rua Dias Ferreira, 636): restaurante de carnes do chef Claude Troigros. Lá funciona assim: você escolhe a proteína e os acompanhamentos vêm em sistema de rodízio. A mousse de chocolate é algo especial. Tem que ir com fome!

Mini Mok (Rua Dias Ferreira, 116): um japonês pequenininho, bem intimista, sofisticado e muito gostoso.

Iara (Rua Dias Ferreira, 64): ambiente vintage e lindo, com cardápio voltado para frutos do mar e ótima carta de vinhos.

Togu (Rua Dias Ferreira, 90 B): oriental fusion com sabores da Tailândia, Índia, Japão, China e Vietnã.

Massa (Rua Dias Ferreira, 617): com pegada italiana contemporânea, trabalha com massas caseiras e pães artesanais. A comida é divina.

Venga Bar de Tapas (Rua Dias Ferreira, 113-B): o mesmo de Ipanema, com versão menor no Leblon.

Prima Bruschetteria & Osteria (Rua Rainha Guilhermina, 95): bar italiano especializado em bruschettas e risotos. Bom para drinks e vinhos.

Ferro e Farinha (Rua Dias Ferreira, 48): uma das melhores pizzas do Rio.


Torre de frutos do mar do Iara

Dia 2 Catete + Laranjeiras


O Catete já foi um bairro de luxo nos áureos tempos do Rio de Janeiro — inclusive era lá que ficava o palácio do presidente, quando o Rio ainda era capital do país. Hoje o Catete é um lugar movimentado, com muito comércio popular e prédios históricos. Mas o bairro está se revitalizando, com a restauração de fachadas e muita gente jovem indo morar lá. Eu, particularmente, adoro.


Lá vale a pena conhecer o Museu da República, que fica no Palácio do Catete. O museu é onde viveu e morreu Getúlio Vargas e conta com duas áreas: o primeiro andar é dedicado a contar a história da nossa república e o segundo é um verdadeiro palácio, com mobília original, muito luxo e excelente conservação. O jardim do museu também vale a visita, com direito a patos e pavões que perambulam livremente pelo gramado (só não pode dar comida pra eles, tá?).


Museu da República

Rua do Catete 153 (metrô Catete)

Funcionamento: terça à sexta, de 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, de 11h às 18h

Entrada: R$ 6,00 (gratuito às quartas-feiras e aos domingos)


Depois do passeio no museu, duas paradinhas obrigatórias:


Rotisseria Sírio Libanesa

Pra mim, o melhor árabe do Rio. Vale comer em pé no balcão ou esperar para sentar no pequeno salão. Fica lotado no almoço (é daqueles restaurantes que é bom e barato), então é normal ter fila, mas em geral anda rápido. Destaques: esfihas, limonada com mel, arroz com lentilhas, kafta, repolho recheado e coalhada.


Largo do Machado, 29 - Galeria Condor - Catete (metrô Largo do Machado)

Funcionamento de segunda a sábado, de 8h às 23h.


Café Secreto

Vale uma pausa para uma sobremesa ou um café depois do almoço nesse café escondidinho numa vila linda do Largo do Machado. Os pães são da Araucária, de fabricação artesanal, e o macchiato gelado foi o melhor da minha vida.


O café é autoserviço, então você deve ir até o balcão para fazer e retirar seu pedido.


Rua Gago Coutinho, 6 - Casa 8

Funcionamento de segunda a sexta, de 8h às 18h


Seguimos o baile, agora para o Cristo Redentor. Lá no Largo do Machado, em frente à saída do metrô, você pode pegar o ônibus da linha 580 que te deixará em frente ao Corcovado. Outra opção é pegar um Uber, que sai bem em conta. Eu recomendo ver o Cristo à tarde, pois nesse horário você tem a oportunidade de ver um belo por do sol lá de cima.


Dica: compre seu ingresso pela internet para evitar filas. É só clicar aqui para ver os preços e como comprar. Eu acho que vale a pena pegar o trenzinho: ele passa por dentro da mata fechada, o que é bem bonito de se ver.


Se a sua visita à Laranjeiras cair num sábado, vale dar um pulo na feira da General Glicério antes de subir o Cristo. É uma feira de rua grande, com comida, drinks, artesanato e chorinho ao vivo a partir das 13h.


Se bater aquela fome depois do passeio, minha dica é jantar na Tasca do Edgar. (Rua Alice, 34) É o meu restaurante preferido em Laranjeiras: típico português, bem simples, com comida farta, deliciosa, e com preço ótimo. O cardápio tem de tudo, mas eu sempre foco nos frutos do mar quando vou. Meus favoritos são a feijoada de frutos do mar, a sopa Leão Veloso, o arroz de polvo alentejano e o camarão a milanesa. As porções são grandes: a meia porção serve de 2 a 3 pessoas, e a porção inteira serve de 4 a 5 pessoas — depende da fome! Ah, e a cerveja está sempre gelada, com opção de chop Heineken e Amstel.


Dia 3 Leme + Urca


A praia do Leme é um casinho à parte. Minha favorita na Zona Sul do Rio, tem um mirante lindo, sua própria mureta e uma faixa de areia maior. Gosto de ficar em frente ao hotel Arena.


Depois da praia, recomendo fortemente um almoço no Salomé Bistrô, dos mesmos donos do Iara, no Leblon, e que fica na Av. Atlântica, 994. Com ótima carta de vinhos e cerveja gelada, tem um ambiente descontraído e sofisticado, com muitas plantas e decoração retrô. O cardápio tem muita inspiração no mar, mas também tem boas opções vegetarianas e de carnes também.


Na última ida ao Salomé pedi Bacalhau à Portuguesa Carioca e camarões VG

Depois de se fartar com as delícias do Salomé, siga rumo à Urca, o bairro bucólico e boêmio onde fica o Pão Açúcar (e onde vive o cantor Roberto Carlos!). Se tiver tempo, dê um pulinho na igreja Nossa Senhora do Brasil, que é uma gracinha e tem um vistão do Cristo Redentor.


Depois, vá para o Pão de Açúcar. Para agilizar, você também pode comprar o ingresso do bondinho online neste link.


Na volta, estique na mureta da Urca. Se conseguir chegar antes do pôr do sol, vale a pena: é um espetáculo. O ponto mais clássico da mureta (que é bem extensa) é em frente ao Bar Urca (Rua Cândido Graffrée, 205), onde você pode pegar bebidas e petiscos para comer sentado na muretinha de pedra. O bar é especializado em frutos do mar e é bem concorrido. Quando vou peço o pastel de camarão e o caldinho de sururu.


Vista da Igreja Nossa Senhora do Brasil

Dia 4 Lapa + Santa Teresa


A Lapa é famosa por ser o reduto boêmio do Rio e, realmente, é mesmo um lugar cheio de bares. Mas a Lapa não é só isso. É também casa de artistas e muita manifestação cultural.


Se o seu passeio calhar de ser no primeiro sábado do mês, comece o dia na feira do Lavradio (Rua do Lavradio), a enorme e tradicional feira de antiguidades e artesanato do bairro.


Se não, não faz mal. Comece pela Catedral Metropolitana do Rio, com sua arquitetura que parece um vulcão, mas que na verdade foi inspirada em uma pirâmide Maia (aberta diariamente de 6h às 19h).


De lá caminhe em direção aos arcos da Lapa, o antigo aqueduto da cidade, que hoje serve de ponto de travessia para o bondinho de Santa Teresa. A poucos minutos de distância você encontrará a escadaria Selarón, assinada pelo artista chileno José Selarón. Conta a história que o chileno, que vivia em frente à escadaria que dá acesso a Santa Teresa, incomodado com seu estado precário, foi restaurando-a aos poucos, com cores vivas e azulejos. O resultado é uma escada imensa, feita em mosaico com mensagens e muita cor.


Bateu a fome? A Lapa tem várias opções boas para comer, mas um clássico é um clássico, por isso recomendo o Nova Capela (Av. Mem de Sá, 98), onde você pode experimentar um bolinho de bacalhau divino e o tradicional cabrito, entre outros pratos típicos da culinária carioca-portuguesa.


Outra opção, digamos, mais rústica, é o Bar do Peixe, um, ou melhor, três botecos com o mesmo nome na rua Rua André Cavalcanti, 16. O ambiente é bem pé sujo, mas a comida é incrível: no cardápio só tem peixe frito e camarão muito frescos (esses da foto abaixo), com porções generosas e preços super em conta. Eu costumo ir no primeiro Bar do Peixe, seguindo o sentido dos carros.



Clique aqui para ver o roteiro a pé da Lapa no Google Maps.


Depois de almoçar, siga para a Rua Lélio Gama, para pegar o bondinho de Santa Teresa, que parte de 20 em 20 minutos e custa R$20 (veja os horários de funcionamento do bonde aqui).


Chegando em Santa, salte no Largo do Curvelo e de lá siga para o Parque das Ruínas, um museu com galeria de arte, café e uma bela vista da cidade. Ali próximo há também o Museu Chácara do Céu, com exposições de artes de diferentes períodos.


Depois do passeio nos museus, siga para o Largo dos Guimarães, com seu comércio, ateliês, mercadinhos e charme único. De quinta a domingo a região fica lotada de gente nos bares e restaurantes próximos. Há várias opções, e o Bar do Mineiro (Rua Paschoal Carlos Magno, 99) é das mais disputadas. Não é a toa: os bolinhos são surreais de bom — vale enfrentar a fila! Outra opção gostosa no estio botequim é a Adega do Pimenta (Rua Almirante Alexandrino, 296).


Clique aqui para ver o roteiro a pé de Santa Teresa no Google Maps.


Dia 5 Copacabana + Centro + Botafogo


Honestamente, eu não sou fã da praia de Copacabana. É claro que tem um visual incrível, mas é um ponto com muita exploração turística, e por isso sou muito mais o Leme ou Ipanema. Minha sugestão aqui é que você, claro, dê um pulo lá para fazer um passeio na orla e ver o cartão postal com os próprios olhos, mas não se demore muito, pois há coisas mais legais pra ver na cidade.


Antes de seguir para o Centro, faça uma paradinha para um petisco em um desses dois lugares (ou nos dois, por que não?): Bar Pavão Azul (Rua Hilário de Gouvêia, 71 - aberto a partir de meio-dia) e Adega Pérola (Rua Siqueira Campos, 138 - aberto a partir de 11h). O Pavão Azul é famoso pela sua patanisca de bacalhau, uma espécie de bolinho, só que melhor. No segundo você encontra a maior seleção de acepipes que eu já vi na vida: um enorme balcão com tudo o que é coisa para petiscar, de camarão frito (na hora) a polvo ao vinagrete, de queijinho fatiado a rã empanada (recomendo) e ostras frescas. As porções são servidas a granel e você pode comer na hora ou levar pra casa. É uma experiência.


Ostras na Adega Pérola

Depois siga para o Centro. Você pode ir de metrô e saltar na Cinelândia. Aqui são muitas coisas para ver, por isso vou fazer uma listinha e você pode acessar o roteiro no Google Maps aqui.


Theatro Municipal (Praça Floriano, S/N)

Biblioteca Nacional (Av. Rio Branco, 219)

Real Gabinete Português de Leitura (Rua Luís de Camões, 30)

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66)

Praça XV (Praça Quinze de Novembro)

Paço Imperial (Praça Quinze de Novembro, 48)

Museu de Arte do Rio (MAR) (Praça Mauá, 5)

Museu do Amanhã (Praça Mauá, 1)

Cais do Valongo (Av. Barão de Tefé)

Pedra do Sal (Rua Argemiro Bulcão)

Jardim Suspenso do Valongo (Rua Camerino)

Mural Etnias do Kobra (Pier Mauá, altura do Pavilhão 3)


Pedra do Sal
Mural na Pedra do Sal

Mesmo que você não siga essa ordem do itinerário, sugiro almoçar no tradicional e querido Angu do Gomes (Rua Sacadura Cabral, 75), que começou com uma carrocinha de angu em 1955 e fica próximo à região do Cais do Valongo. Eu gosto do angu com carne moída, mas o original é o angu de miúdos (tem também angu veggie). Se angu não for a sua praia, tem muitas outras opções gostosas no cardápio. Além de ser um restaurante cheio de história, o Angu fica do lado da estátua da Mercedes Baptista, a primeira bailaria negra do Theatro Municipal e uma das poucas estátuas de mulheres que vemos na cidade.


O passeio no Centro envolve muita bateção de perna, e nada mais justo do que terminar o dia com uns bons drinks. Pra isso, o lugar certo é o bairro de Botafogo, que você pode acessar facilmente de Uber ou metrô. Botafogo tem opções pra todos os gostos e é um polo gastronômico.


Onde comer e beber em Botafogo

Comuna (Rua Sorocaba, 585): pra mim, o melhor hambúrguer, mas também com outras opções no cardápio. ambiente cool, com música, também bom pra drinks.

Chop Chop (Rua Mena Barreto, 90b): asiático fusion com preço acessível e comida incrível. Destaque para as asinhas de frango no cardápio de entradas — imperdível.

Marchezinho (Rua Voluntários da Pátria, 46): bistrô com climinha ótimo que mistura os sabores do Brasil com a culinária francesa. A comida é impecável, os drinks são originais, com uma carta de vinhos brasileiros, e o cardápio é todo de produtores locais.

South Ferro (Rua Arnaldo Quintela, 23): asiático com ambiente cool e minimalista. Bom pra comer lámen.

Be+Co (Rua da Matriz, 54): espaço com vários contêineres com restaurantes diferentes. Bom pra provar coisas variadas e sentar pra tomar drinks em um ambiente mais descontraído, com mesas coletivas.

Quartinho Bar (Rua Arnaldo Quintela, 124): ótimo lugar pra drinks com algumas opções de petiscos. Fica cheio.

Colab (Rua Fernandes Guimarães, 66): lugar jovem pra tomar cerveja e comer algo mais rápido. Os sanduíches são muito bons (meu favorito é o X-Halloumi) e também tem opções de curry indiano.

Cobre (Rua Visconde de Caravelas, 149): pizza e steaks. Combinação estranha, mas as pizzas são ótimas e vale esticar no Fuska Bar depois, que fica do lado.